Você leva a sério uma empresa que não dá nenhuma garantia trabalhista a seus funcionários? E qual a credibilidade que você confere àquele patrão que não valoriza o seu profissional pelo fato dele amar o trabalho que escolheu fazer?
Esses dois questionamentos podem ser aplicados ao skate. Uma coisa óbvia neste universo é a vontade de muitos skatistas se tornarem profissionais. Não pense que é fácil chegar ao último estágio das categorias: é preciso anos de dedicação, gastos com peças e viagens, sem contar os riscos a que se está sujeito.
Diante as inúmeras dificuldades que necessitam ser superadas, tornar-se um skatista profissional é consequência de muita luta. E uma luta que precisa ser valorizada. Mas, infelizmente, várias empresas tentam ludibriar os skatistas integrantes daquilo que chamam de "time". Oferecem alguns benefícios como sendo um "patrocínio", sendo que na verdade não passa de um mísero "apoio".
Portanto, no meio do skate há vários lobos em pele de cordeiro. Mas, felizmente, algumas marcas são sensatas e tratam o seu time de skatista não como um mero grupo de indivíduos em busca de prazer sobre rodas; pelo contrário, tratam-o como composto por trabalhadores.
Durante este mês de fevereiro, a Converse Skateboard mais uma vez anunciou que o seu time de skatistas - composto por Biano Bianchin, Renato de Souza, Carlos Ribeiro, Jay Alves e Daniel Crazy - terá o seu contrato renovado.
Mas quais os benefícios desse contrato? Somente uma camisetas e um tênis por mês? É claro que não! A Converse Skateboard faz aquilo que todas as marcas deveriam fazer: assinar a carteira de seus skatistas. Afinal, embora se divirtam, todos eles possuem uma série de compromissos, o que configura a prática do skate como um trabalho como qualquer outro.



2 comentários:
Seria legal se isso realmente acontecesse no Brasil, no máximo uma dúzia de empresas ou meia dúzia não é o suficiente,as revistas de skate não vendem tanto como antes pois a molecada não quer abrir uma revista e ver fotos sempre dos mesmos profissionais todos os meses...A principal exigência pra se tornar um profissional deveria olhar pra o trabalho dessas pessoas.O q eles fasem pelo skate e não se possuem um salario...A QUESTÃO SKATE NO PÉ DEVERIA ESTAR ACIMA DO BUSSINESS...SKATE É ARTE E NÃO EMPREGO...Emprego é outra coisa...Se o cara quer um emprego no skate é melhor criar uma marca que só andando vai morrer de fome...
Discordo Anonimo.
Se uma empresa usa a imagem de um skatista pra se promover entre seus concorrentes de mercado, isso é profissão. Não foram duas nem tres nem cinquenta empresas que não ficaram no mercado por não darem dignidade aos skaters profissionais. Lembro muito bem da frase do ex diretor comercial da Skavator, marca forte da década passada: "Agora a empresa vai ir bem, melhoramos os custos fixos, excluímos a equipe." Acho que deve ter ficado mais 6 meses no mercado. Agora olha o exemplo do Kuge, Urgh!, quase 30 anos no mercado, o cara além de dar oportunidade a vários atletas até hj, fez o Bob ser reconhecido mundialmente em 1995 no Canadá.
Skatista Profissional, a denominação diz tudo.
Se me dedico aquilo, devo ser recompensado honesta e dignamente.
Abraço.
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