Início dos anos 90 e aquela velha história: Collor, recessão, crise e o skate no fundo do poço. Neste drop econômico, muitos “skatistas” acompanharam os infortúnios e saíram de cena. Mas como um vídeo revolucionaria os rumos do skate diante um clima de instabilidade?
O documentário Dirty Money resgata uma difícil fase que o skate nacional enfrentava, tendo como mote a história de um grupo de amigos que, diante todas as adversidades, nunca deixou de acreditar que seriam os próprios skatistas que deviam cumprir a difícil missão de resgatá-lo da crise. E ao fazerem um trabalho de “skatista para skatista” surgiu o Dirty Money, muito inspirado por vídeos gringos, como Questionable (Plan B) e Video Days (Blind).
A principal mudança neste processo foi a emergência do street skate. As pistas fecham, várias marcas quebram, as revistas param de circular. Restavam apenas as ruas e a criatividade de cada skatista, caso quisessem continuar “na ativa”. Este contato com as ruas provocou uma ruptura com várias coisas e a incorporação de outras: nose, manobras de giro, calças largas, o rap, o hardcore, as rodas pequenas e por aí vai...
Deste modo, o skate brasileiro mais uma vez acompanhou o skate norte-americano, reproduzindo uma série de discursos e atitudes. Contudo, isto não quer dizer que houve uma cópia, mas sim, uma ressignificação aos nossos moldes dos rumos que o skate tomava naquele momento.
O documentário Dirty Money resgata uma difícil fase que o skate nacional enfrentava, tendo como mote a história de um grupo de amigos que, diante todas as adversidades, nunca deixou de acreditar que seriam os próprios skatistas que deviam cumprir a difícil missão de resgatá-lo da crise. E ao fazerem um trabalho de “skatista para skatista” surgiu o Dirty Money, muito inspirado por vídeos gringos, como Questionable (Plan B) e Video Days (Blind).
A principal mudança neste processo foi a emergência do street skate. As pistas fecham, várias marcas quebram, as revistas param de circular. Restavam apenas as ruas e a criatividade de cada skatista, caso quisessem continuar “na ativa”. Este contato com as ruas provocou uma ruptura com várias coisas e a incorporação de outras: nose, manobras de giro, calças largas, o rap, o hardcore, as rodas pequenas e por aí vai...
Deste modo, o skate brasileiro mais uma vez acompanhou o skate norte-americano, reproduzindo uma série de discursos e atitudes. Contudo, isto não quer dizer que houve uma cópia, mas sim, uma ressignificação aos nossos moldes dos rumos que o skate tomava naquele momento.
Dirty Money é louvável em vários aspectos, a começar pela equipe envolvida que deu conta (e muito bem) do que fora proposto. Excelente qualidade, boa trilha sonora, importantes skatistas focados (apesar disso, senti falta de alguns outros), roteiro dinâmico, divulgação intensa.
A história do skate é feita de ciclos. Sempre algum evento ou invenção veio como uma “fênix”, para renascer o skate das cinzas. Com efeito, seria ingênuo creditar ao Dirty Money a responsabilidade única de “revolucionar” o skate nacional. Mas o que é digno de nota é a atitude de Alexandre Vianna e seus amigos, que não se calaram e acreditaram que cada um podia fazer a sua parte. Tanto é que hoje em dia estes mesmos amigos, os quais eram vistos com desconfiança por conta de suas idéias, são respeitados por aquilo que fazem.
Dirty Money é mais uma parte da história do skate. Espero que este documentário sirva de exemplo para outros grupos de amigos que queiram contar aos seus respectivos modos o que o skate representa para os mesmos. Já imaginou um documentário sobre os Wave Boys, Ibira Boys, Super Dogs, Anhangabaú Family, Aracaju Family, Butanclan, BS Crew, entre tantos outros?
Infelizmente não tenho mais tempo para dar continuidade à resenha. Aliás, este documentário é tão complexo que renderia até uma tese. De todo modo ficam aqui as minhas considerações, por meio das quais tentei ser o mais sensato possível.
Conto agora com as opiniões dos leitores. O que vocês acharam do Dirty Money?
Dirty Money (2010) – De Alexandre Vianna e Ricardo Koraicho – Brasil/EUA. Vídeo digital, cor, 50 minutos. Mais informações e download gratuito: http://www.dirtymoney.com.br/
Trailer Dirty Money:
A história do skate é feita de ciclos. Sempre algum evento ou invenção veio como uma “fênix”, para renascer o skate das cinzas. Com efeito, seria ingênuo creditar ao Dirty Money a responsabilidade única de “revolucionar” o skate nacional. Mas o que é digno de nota é a atitude de Alexandre Vianna e seus amigos, que não se calaram e acreditaram que cada um podia fazer a sua parte. Tanto é que hoje em dia estes mesmos amigos, os quais eram vistos com desconfiança por conta de suas idéias, são respeitados por aquilo que fazem.
Dirty Money é mais uma parte da história do skate. Espero que este documentário sirva de exemplo para outros grupos de amigos que queiram contar aos seus respectivos modos o que o skate representa para os mesmos. Já imaginou um documentário sobre os Wave Boys, Ibira Boys, Super Dogs, Anhangabaú Family, Aracaju Family, Butanclan, BS Crew, entre tantos outros?
Infelizmente não tenho mais tempo para dar continuidade à resenha. Aliás, este documentário é tão complexo que renderia até uma tese. De todo modo ficam aqui as minhas considerações, por meio das quais tentei ser o mais sensato possível.
Conto agora com as opiniões dos leitores. O que vocês acharam do Dirty Money?
Dirty Money (2010) – De Alexandre Vianna e Ricardo Koraicho – Brasil/EUA. Vídeo digital, cor, 50 minutos. Mais informações e download gratuito: http://www.dirtymoney.com.br/
Trailer Dirty Money:
Por: Giancarlo Machado
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7 comentários:
O documentário é muito bom. Sei que aqui é um blog de Skate e a discussão de vcs é sempre de Skate.. eu sou skatista, amo skate,, mas sou professor e pai também. O que mais gostei do documentário é que ele é uma lição de vida e de superação. Aquele grupo sonhou e foi atrás do sonho e isso é FODA. Sorte deles que o sonho era Skate, mas é uma lição pra qualquer pessoa que não quer ser refem do sistema. Parabens pelo Blog.
... quem revolucionou foi os caras: Tarobinha.. Roger Mancha, Vianna, Ribeiro, Reco na ZN, Bob nem se fala. Chupeta até hoje é o cara pra mim. O documentário resgatou a essencia dos 90 e o motivo que eu ando de skate até hoje.
Achei o video sensacional.
Na minha opinião o Dirty Money é o melhor documentário que eu já vi, na verdade eu acho que fui um dos primeiros a baixar, e quando baixei foi um sonho realizado, apezar dos meus somente 13 anos,2 de skate e 2 campeonatos ganhos, eu vivo do skate, durmo com o skate, respiro skate e é isso que me motiva a viver
Essencial...
Documentário que pode ser visto por pessoas comuns, pois é direto e reto: Desistir, JAMAIS!
Sem falar dos personagens que fizeram do DM um sucesso.
Por isso que amo skate cara, olha a quantidade de pessoas que se pode conhecer e aprender com todas elas. Não existe nada igual no mundo.
Skate por toda vida!
Melhor filme de skate... Fábio Cristaino dando um bs board no corrimão desde moleque. Dirty Money é vida! Só tenho uma coisa a dizer.. se quiser aprender sobre Skate de verdade algum dia assiste esse documentario. Fui. Paz.
estilo puro, melhor filme
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