terça-feira, outubro 21, 2014

Muitas ideias: entrevista com Tiago Moraes

Tive a oportunidade de entrevistar Tiago Moraes, um dos mentores da Urb Trade Show (ao lado de Felipe Vital), alguns dias antes da realização do evento. Skatista de longa data, o entrevistado possui uma trajetória singular: criou marcas respeitadas no cenário nacional (Agacê e Recap), trabalhou durante anos na Crail Trucks, movimentou a mídia com a revista + Soma, e atualmente está a frente de sua agência, a Kultur Studio, responsável por fazer notáveis ações em prol do skate. 

Nesta entrevista exclusiva para o SkateCultura é possível ler a opinião de alguém que fomenta o mercado do skate brasileiro e que se mostra otimista quanto aos rumos que o mesmo tem seguido. Tiago Moraes veio para somar. Confira abaixo (GM).


Qual foi o contexto de criação da Urb Trade Show?

Eu trabalhei durante muitos anos no mercado do skate, e principalmente nos quatros anos em que fiquei na Crail Trucks, onde dirigi o marketing de todas as marcas do grupo, inclusive a Agacê, eu sempre ia para as feiras lá fora, ia para ASR Trade Show todo ano, eu vi a Agenda [The Agenda Show] nascer, fui à primeira edição. Vi todo esse movimento acontecer. A ASR era uma feira grande demais, tinha o mercado do surf com todo o seu peso, era muito parecido com aquilo que a gente tinha aqui através da Surf & Beach Show. Então surgiu a Agenda, que era muito focada em streetwear e skate. Eu achei muito interessante este movimento. Eu até me aproximei dos caras na época, a gente trocava informações sobre mercado. Quando eu saí da Crail e montei a Kultur Studio, a minha agência, em 2007, um dos projetos que eu queria fazer era um Trade Show. Continuei em contato com o pessoal da Agenda, mas ainda não era o momento. A gente estava passando por um processo de se estruturar como agência, com poucos meses pegamos a divisão da Nike de skate, tínhamos muitas coisas para fazer. Então deixei esse projeto na geladeira. 

Urb Trade Show 2014 (foto: Atilla Chopa)

Uma feira tem muitos papéis. Um, que é o óbvio, é o de fomentar o mercado. É um momento onde as marcas se organizam para lançar suas coleções, seus produtos. Um Trade Show é interessante pois é um facilitador para todo mundo, para os lojistas, para as marcas, porque são dois dias de muita energia, de esforço comercial, networking, você consegue aproveitar muita coisa. Então eu sempre vi a importância de um Trade Show. O Surf & Beach já tinha acabado há um bom tempo. E na Surf & Beach, o skate sempre foi coadjuvante. Era uma feira de surf. O skate entrava como um acessório, não como protagonista. Eu participei de algumas edições, primeiro sozinho, como expositor, através da Agacê. Depois com a Crail. Era uma coisa legal, mas era uma feira que gerava poucos negócios. Não era realmente focada no business. A galera ia lá para curtir, para encontrar as pessoas. Tinha muita molecada, com sacolinha na mão atrás de brindes e adesivos. E alguns objetivos eram conflitantes. Você faz uma feira que é de negócios, onde as marcas estão lá para vender em atacado (e não para o consumidor final), e estão ali mostrando uma coleção que será lançada nas lojas daqui uns seis meses. Então eu percebia esse conflito: uma feira de negócios não pode misturar o lojista com o consumidor final. Então eu sentia que existia essa necessidade, como dono de marca e como alguém que dirigiu o marketing de outras marcas. Passou-se um tempo, nada aconteceu, ninguém fez [a feira].

Felipe Vital e Tiago Moraes, responsáveis pela Urb Trade Show (foto: Atilla Chopa)

Um dia o Felipe [Vital] me chamou para conversar. A gente já se conhecia do mercado, cada um trabalhando em marcas diferentes, e existia uma admiração mútua, mas ele ainda não era um cara muito próximo. Mas eu sentia que ele era um dos caras que arregaçava as mangas e fazia acontecer, fazia muita coisa legal. E ele também tinha uma admiração por mim, por conta da minha história com a Agacê e com a Crail. Ele queria saber mais sobre o meu projeto da feira e também me contou que tinha uma ideia similar na gaveta. Como era um projeto ambicioso, resolvemos juntar forças e começamos a desenhar juntos o que seria a Urb.


Tiago Moraes (foto: Divulgação)

Foi um processo que durou quase 1 ano, a gente ficou conversando, amadurecendo o projeto para lançar a primeira edição no ano passado. E pensar que a gente já está na terceira, após 1 ano de vida! Parece bem mais, pois já vivemos bastante coisa com ela. Foi mais ou menos assim que desenrolou. No meio do processo fomos conversar com uma galera que tem um fundo de investimento, a Guapuru, que se interessou pelo projeto e entrou junto com a gente. A nossa ideia era que o projeto começasse pequeno, mas bem sólido, e que fosse crescendo de maneira orgânica, natural. Lembro que quando fui à primeira edição da Agenda deveria ter no máximo uns 40 a 50 expositores. E hoje eles têm mais de 600. Eu acredito nessa caminhada. O que tornou forte a Agenda foi a preocupação com a curadoria das marcas e o cuidado para se criar uma plataforma de negócios que fosse consistente. Eu percebi olhando para outras feiras que foram grandes e que em determinados momentos a estrutura ruiu, que foi muito por isso, a estrutura cresceu rápido demais, não tiveram foco. Então temos o pé no chão em relação à demanda de crescimento, claro que queremos crescer, mas a gente acredita que primeiro temos que estruturar a base, os alicerces para crescer de forma saudável.


Certas feiras que já aconteceram no Brasil tentaram incorporar o skate no rol de outras práticas (“esportes de aventuras”, “esportes radicais”, etc.). Mas a Urb tenta construir a sua sua própria identidade. Qual o principal diferencial da Urb em relação a essas outras feiras que tentaram cooptar o skate?

O principal ponto é o skate como protagonista do evento. Não é mais um elemento no meio de um monte de outras coisas. Em feiras de aventuras tem muita coisa, como se tudo aquilo fosse “esportes radicais”. E a gente sabe que o skate é uma coisa única. Para mim, mesmo dentro dos esportes de prancha, eu acho que o skate não se mistura com facilidade. É uma cultura muito peculiar. Muita gente tende a querer juntar tudo em um mesmo balaio. Já teve até revistas que acreditaram que ao pegar essas culturas irmãs [skate, surf, snowboard], faria todo sentido colocá-las juntas. Eu nunca acreditei muito nisso. São culturas que tem coisas que conversam, mas ao mesmo tempo não. Para mim, quando começamos com a Urb, tinha essa vontade de ter o skate como protagonista e ao invés de juntar o skate com o surf como a maioria já fez, porque não juntar o skate com a cultura urbana? O skate é um esporte essencialmente urbano. Então pra gente o street wear e o sneaker têm muito mais áreas de intersecção, muito mais aderência.

Recentemente proliferou o número de boardshops em vários shopping centers. A Urb teria como proposta fortalecer as skateshops diante esse cenário?

Esse é um ponto interessante. Eu acho que ela [a Urb] tem um papel importante de conectar as marcas com as skateshops. Ela cumpre esse papel de facilitador para os dois lados. Mas as boardshops também têm um papel importante, pois para o leigo, para o cara que vai ter o primeiro acesso ao skate, é muito mais fácil o acesso a uma boardshop em um shopping do que a uma skateshop no centro ou no bairro. A skateshop core é a essência de quem anda de skate, onde é possível encontrar os amigos, ver um vídeo de skate, é algo muito mais autêntico e muito importante pro mercado. Mas elas [skateshops e boardshops] cumprem papeis diferentes. As marcas têm que entender isso e têm que oferecer produtos distintos para esses canais tão diferentes. Lá fora, por exemplo, tem a Zumiez, que virou uma rede gigantesca de lojas boardshops. Por mais que você encontre marcas de skate, elas não vendem de tudo. Tem coisas que só uma skateshop tem. As marcas têm que entender isso e cuidar dessa relação. Oferecer produtos diferentes para cada canal, tal com a Nike SB já faz. Pegar a coleção e separar produtos que só vão para skateshops, produtos que estarão em somente duas ou três lojas, produtos que estarão em lojas gigantes, boardshops, onlines etc. Se você conseguir montar uma estratégia desse tipo, onde você consegue valorizar o lojista core e também oferecer produtos para essas outras lojas que vão atingir um iniciante, eu acho que é um caminho bem legal e sustentável.

Urb Trade Show 2014 (foto: Atilla Chopa)

A cada edição a Urb tem ampliado o leque de marcas envolvidas com o skate. Qual segmento mais te surpreende fazendo investimento nesse universo?

Eu acho que o skate sempre foi um elemento interessante para marcas de outros segmentos. Tem essa coisa do “radical”, da “vitalidade do esporte”, da “criatividade”. Não é a toa que sempre esteve presente na publicidade de massa. Quanto à Urb, a gente não está no momento de atrair esses tipos de marcas, pelo menos até o momento. Estamos muito focados em construir nossa relação com os expositores e com as lojas. Não temos um esforço de atrair esse outro tipo de interesse. Tem marcas como a Cupple Noddles, por exemplo, que investiu recentemente no skate, através de um evento no Rio de Janeiro. Tem uma Red Bull que investe bastante em eventos proprietários, em atletas de skate e conteúdo. Eu acho que isso não é prejudicial, pelo contrário, injeta investimentos. Mas a gente também vê muito o skate sendo mal utilizado através de grandes marcas e agências mal assessoradas, que não têm informação e acabam usando o skate de uma forma totalmente tosca. Não conseguem fazer isso de forma autêntica, que vai atingir tanto o público mainstream quanto o público core. Então eu acho que sabendo fazer é possível dialogar com esses dois públicos. Respondendo pela Urb, eu acho que teremos esse momento, de agregar marcas de fora, para estarem presentes com força na plataforma.

E o que esperar do mercado do skate de agora para frente?

Eu vivi várias ondas no skate, vários booms de gerações, sendo a primeira grande onda que vivi foi nos anos 80, e logo após aquela queda nos anos 90, onde só ficaram os que gostavam muito, várias marcas quebraram, desapareceram. Depois veio o Plano Collor, mas também uma nova onda, na segunda metade da década de 90. A Agacê fez parte dessa onda. Eu acho que hoje o skate está com muita força, nunca esteve tão forte. E falo de todos os tipos de skate. O longboard, o cruiser que virou uma febre, pra mim isso tudo ajuda a popularizar. O que o skate tem de bom e de ruim é que ele é ilimitado. Nenhum outro esporte é tão aberto a você criar. O lado negativo é que é um esporte difícil, você tem que ser persistente. Fazer as manobras leva tempo, para você fazer o básico. E muita gente desiste por isso, por essa dificuldade quando você começa. Então não é todo mundo que tem essa persistência, de aprender as manobras, cair, levantar, até conseguir. Eu acho que o cruiser, o longboard, esses outros skate, apesar de muita gente não gostar, eles ajudam a tornar o skate mais leve. Você pode apenas sair, ir para uma ladeira no parque, simplesmente sair pegando impulso, andar no calçadão. Esse momento que o skate atingiu hoje, graças também a esses outros tipos de skate, é um indicador de que ele não vai cair mais. Ele atingiu uma maturidade nunca antes alcançada, de modo que eu não acredito em mais uma crise. 2014 tem sido um ano difícil pra caramba, você conversa com lojistas e eles falam das dificuldades nas vendas, especialmente por conta da Copa do Mundo. É um ano de incerteza, de eleições, há todos esses poréns, mas eu acho que o skate nunca esteve em melhor lugar. Eu sou muito otimista com o mercado, com a forma como os skatistas da minha geração e da geração seguinte estão se preparando, estudando, montando novas marcas ou assumindo posições de destaque na indústria. Eu vejo o trabalho de caras que eu admiro bastante, como o Cezar Gordo da Matriz Skateshop, por exemplo. O skate está nas mãos dos skatistas. É isso que eu quero ver mais e mais. Marcas legais nas mãos dos skatistas, que se preocupam com a qualidade dos produtos, com aqueles que eles patrocinam. Finalmente esse movimento está ficando muito forte no Brasil. Você vê a Kohe, a marca do Chupeta, é uma energia verdadeira! O mercado está indo para outro estágio, as marcas tradicionais, com mais tempo de estrada estão se reinventando. A Drop Dead, por exemplo, está num momento muito legal. Estão realmente fazendo em prol do skate, estão movimentando a cena. A Oüs também, para mim ela já poderia estar no mercado global, tem produto, tem time, identidade, comunicação... É uma marca que não deixa a desejar para nenhuma outra lá de fora. E dá muito orgulho ver uma marca dessa ser fabricada, desenhada no Brasil, tudo com muita qualidade. Eu admiro muito. E espero em breve poder ver a marca vendendo no mundo inteiro. E acho que a Urb vai contribuir com esse processo, de amadurecimento, de crescimento do mercado. As marcas não tinham o costume de ter um calendário definido. É um processo que demanda um tempo, uma maturação. Por exemplo, uma marca na primeira edição não conseguiu preparar todo o mostruário, mas já na terceira eles já terão entrado no calendário, terão entendido a importância disso. Se cada marca lança sua coleção em um momento, os lojistas não conseguem se preparar e nem o consumidor. Se você tem um calendário, se a Urb se torna essa referência de calendário para as marcas, todo mundo ganha. E é isto que a gente está mirando. 


_entrevista por Giancarlo Machado

segunda-feira, outubro 20, 2014

Urb Trade Show: o protagonismo do skate

Aconteceu nos dias 15 e 16 de outubro a 3ª edição da Urb Trade Show, feira voltada para os segmentos streetwear, sneakers e principalmente para o universo do skate. Estive presente nos dois dias do evento e acompanhei de perto tudo aquilo que ocorreu. Veja abaixo um breve balanço:

O local

Não estive nas primeiras edições da Urb Trade Show. No entanto, ao conversar com diversas pessoas, ouvi muitos elogios ao local escolhido para a sua terceira edição. O espaço era amplo, de fácil acesso, e ainda contava com estacionamento. O Centro de Eventos Pro Magno é uma construção recente, e a feira do skate se beneficiou de toda a sua estrutura, a qual propiciou notável conforto aos participantes. Food trucks, a nova febre de Sampa, compunham a área de alimentação com pratos para todos os gostos.

O negócio do skate (foto: G. Machado)

O público

Um encontro entre várias gerações. A reunião dos porta-vozes. A presença de quem fomenta o mercado. E, é claro, a base do universo do skate. Skatistas, mídia, empresários, lojistas, representantes comerciais, dentre outros. A Urb cruzou muitos interesses e perspectivas, o que reverbera a heterogeneidade de sentidos do skate brasileiro. Todos tiveram seu espaço e essa coexistência de diferenças é que tornou o evento atrativo.

Os skatistas

A nata do skate core nacional. Mas também as vedetes mundialmente conhecidas: Felipe Gustavo, Sandro Dias, Karen Jonz, para citar apenas algumas. Mas ali não havia uma suposta hierarquia, como em outros espaços. Eram todos skatistas. E essa condição possibilitou bons momentos, encontros entre aqueles que não se viam há tempos, atualização de informações, ver e ser visto. A Urb é notadamente uma feira de negócios, embora também cumpra esse papel de fomentar relações e articulações entre os que querem simplesmente andar de skate.

O skate é o protagonista da feira (foto: G. Machado)

Os lançamentos

Estou cada vez mais convencido da força do skate nacional. É importante olhar o que acontece lá fora, mas é insensato renunciar a atenção para as bases que se consolidaram no mercado brasileiro. A Vibe me surpreendeu pela iniciativa. Fechou uma parceria com o I Love XV, do Rio de Janeiro, e lançou belíssimos produtos inspirados na criatividade desse coletivo. Eis uma sacada correta cujo retorno beneficia o street skate carioca. E que essa collab sirva de exemplo! A OUS destacou-se pelos tênis da nova coleção. Da dó colocar na lixa! A marca também me chamou a atenção por juntar diferentes estilos de skate em sua equipe. A Kronik veio com tudo e ganhou ainda mais visibilidade. Os shapes elevaram a qualidade do material nacional. A Drop Dead provou que para estar em cena é preciso se reinventar. O estande do grupo foi um dos mais badalados. A Kohe refletiu o corre dos seus gestores. Ponto para o lançamento do model de Anderson Tuca. Os videomakers merecem! Demais marcas tradicionais - New Skate, Freedom Fog, Urgh!, Cisco, etc.- demonstram que o skate é vida longa! E parabéns a todas aquelas que lançaram pro-models. 

Lançamento em primeira mão (foto: G. Machado)

Street wear and sneakers

É compreensível almejar o skate como um "mundinho" fechado. Mas não podemos desprezar o fato de que tudo aquilo que é feito nele influencia outros universos. O skate está em circulação pela cidade e em razão disso é óbvio que flertamos com outras tendências. Portanto, acho positivo a abertura da Urb para o street wear e o segmento sneakers. 

Borrrrda

O campeonato na ousada borda de mármore reuniu alguns dos melhores skatistas profissionais do momento. Mas já era previsível a vitória de Marcelo Formiguinha. O obstáculo foi marretado pelas suas tantas manobras. Com a vitória praticamente garantida por ele, a disputa ficou pelo segundo e terceiro lugar.

Borrrda (foto: G. Machado)

Mídia

Tribo Skate; Solto; Black Media; Vista; Grito da Rua; Cold. Senti falta da CemporcentoSkate. O skate é plural, e colocar as mídias lado a lado foi bem significativo. A produção nacional está a todo vapor. As marcas precisam reconhecer o papel da mídia e fomentar a sua atuação. O retorno é positivo para ambas. Creio que a Urb contribui para essa aproximação. 

Shin Shikuma e Heverton Ribeiro (foto: G. Machado)

Música e arte

Skate não é apenas skate. Parece imprecisa essa afirmação, mas não é. Várias figuras do meio musical e artístico circularam pela feira. Você provavelmente já usou algo cujo gráfico foi elaborado por Billy Argel. Ele estava lá. Ratones, da nova geração de artistas, também. Marcio Moreno fazia seu desenho alucinante no estande da Black Media. Parteum, Marcelo D2, o rap em números assinaram produtos em marcas de skate.

Planet Hemp x Drop Dead (foto: G. Machado)

Fim da feira

Sensação de quero mais. Não sou lojista, não sou empresário, tampouco fiz negócios. Mas a movimentação, os encontros e as atrações evidenciaram que o skate vem firmando suas bases de maneira descontraída. Tiago Moraes e Felipe Vital souberam cooptar e gerenciar muito bem a Urb Trade Show. Um evento de skatista para skatista. Mais do que estar nas mãos certas, essa iniciativa vem para consolidar o skate no pé de todos. E que essa Urb cresça!

Fica o recado! (foto: G. Machado)


_por Giancarlo Machado


quarta-feira, outubro 08, 2014

A rota do skate

O sábado definitivamente amanheceu diferente em São Paulo. Cerca de dois mil skatistas já tinham um ponto de encontro: um hangar no Campo de Marte. Foi lá que aconteceu a primeira demo da ROTA PANAMERICANA, uma tour inédita de alguns dos principais skatistas da Nike SB por cinco cidades: São Paulo (Brasil), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Cidade do México (México) e Los Angeles (Estados Unidos). Serão 16 mil quilômetros percorridos com o objetivo de homenagear a riqueza e a diversidade cultural do skate na América Latina.



“É muito gratificante sentir a energia que o skate traz para os jovens. Um evento dessa magnitude demonstra o crescimento e a popularidade que a modalidade alcançou no Brasil. É um orgulho para a Nike apoiar o skate brasileiro, respeitado no mundo todo”, disse Gustavo Viana, gerente de marketing da Nike SB Brasil.

domingo, outubro 05, 2014

Nike SB Rota Panamericana: breve balanço

Aconteceu ontem, dia 4 de outubro de 2014, a primeira parada da Nike SB Rota Panamericana. Coube a São Paulo dar início a uma série de demos que ocorrerá em diferentes cidades, como Buenos Aires, Lima, Cidade do México e Los Angeles. Ao todo serão percorridos mais de 16 mil quilômetros e, durante todo o trajeto, será propagado uma nova fase do skate mundial: a da criação e afirmação de ídolos. Explico melhor nas linhas seguintes.

Não pretendo fazer um retrospecto do evento, visto que vários outros sites já fizeram isto. Ao contrário, pretendo apresentar alguns pontos sobre o atual panorama do skate tendo como base a realização dessa demo.

Multidão em Marte

Consegui estar presente no Campo de Marte, local onde ocorreu o evento da Nike SB. A previsão para o seu início era a partir das 10 horas. Cheguei com uma hora de antecedência, e imaginei que seria muito tranquilo a entrada. Mas mera ilusão! Já de longe avistei uma fila tão grande de tal modo que era impossível identificar o seu início. Fiquei assustado! Certamente havia mais de 2,5 mil pessoas. Ouvi boatos de que alguns garotos chegaram de madrugada ao local para pegar os primeiros lugares da fila. 

Fila extensa marcou o início da Rota Panamericana (foto: G. Machado)

Pais

Ao meu lado na fila estava uma mãe e seu filho skatista, que vieram de Jundiaí especialmente para tentar ver de perto alguns dos skatistas mais balados da atualidade. Após isso percebi a presença de vários outros pais e filhos, todos com esse mesmo propósito. O skate, portanto, já não está mais sendo visto com tanta desconfiança, e essa presença considerável de pais e mães reforça essa premissa.

Perfil do público

Skatistas anônimos. Crianças, adolescentes e jovens. Muitos principiantes na prática. Aqueles que você não está acostumado a ver nos vídeos e revistas. Enfim, o público era composto majoritariamente por esse perfil de skatista, uma molecada que começou a dar os primeiros impulsos influenciada pela espetacularização do skate. A geração Street League! 

Apesar da presença de várias gerações, evento foi marcado pela predominância de jovens skatistas (foto: G. Machado)

Estrutura

A Nike SB promoveu uma estrutura digna de nota. A pista foi montada embaixo de um galpão coberto e, ao seu redor, diversas arquibancadas foram dispostas de modo a deixar o público bem confortável. Food trucks e loja com produtos da marca estavam lá para serem consumidos. Diversas rampinhas foram colocadas em um amplo espaço. Os milhares de skatistas puderam não só ver, mas também andar de skate com tranquilidade. A área para imprensa tivera um bom funcionamento, com espaço, quitutes e boas orientações aos profissionais presentes. O staff da Nike foi atencioso, e tentou lidar de forma coerente diante a diversidade de representantes da mídia, sejam eles do skate ou não (blogueiros, redatores de revistas especializadas, fotográfos, videomakers, jornalista de grandes portais online, etc).

Galpão onde foi realizada a demo (foto: G. Machado)

Vibração

Luan de Oliveira, Paul Rodriguez, Shane O'Neill, Theotis Beasley, Ishod Wair, Youness Amrani, Karsten Kleppan. Somaram-se a eles Cezar Gordo, Fabio Cristiano, Felipe Foguinho e Yuri Facchini. Assim que o time da Nike SB desceu da van, foi possível ver um intenso barulho que saudava coletivamente uma das melhores equipes do mundo. Crianças e adolescentes estavam eufóricos com a presença dos ídolos. O ambiente tornou-se um caldeirão, com um clima muito efervescente. Já fui em várias demos com skatistas renomados, mas a vibração desta me marcou.

Euforia do público (foto: G. Machado)

Best trick

Amadores de destaque entraram em cena para competir. Divididos em baterias, cada um deu o seu melhor nos obstáculos da pista que fora montada. A realização de tantas manobras simultâneas deve ter dado trabalho aos juízes. No final, Wilton Souza levou a melhor. Guardem este nome!

O público se aglutina em busca do melhor local para ver a demo (foto: G. Machado)

A demo

Muita empolgação. O público certamente contagiou o time da Nike SB. Paul Rodriguez destacou-se pela simpatia. Luan de Oliveira era uma metralhadora. Manobras para todos os lados. Shane O'Neill apenas brincava, com muito estilo. Theotis e Ishod circulavam com sorrisos enormes. Youness Amrani estava fechado, talvez incomodado com tanta bajulação, mas foi lá e fez a sua session. Yuri Facchini mostrou seu skate explosivo. O piá é pesadíssimo! Por fim: yeahs e mais yeahs! Uma demo inesquecível.

Selfie e autógrafos com o ídolo (foto: G. Machado) 

E no final...

A demo acabou e não deixou a desejar. Pelo contrário, o evento aumentou ainda mais a simpatia pelo team Nike SB. Tanto que dezenas de jovens correram euforicamente atrás das vans. Justin Bieber? Miley Cyrus? Não, a geração Street League possui seus próprios ídolos: um seleto grupo de skatistas.

Luan de Oliveira e seus fãs (foto: G. Machado)

Um breve balanço

Vi alguns skatistas reclamando do evento. Não se sentiram representados. Criticavam toda a espetacularização do skate promovida pela Nike SB. Queriam algo menos festivo, menos centrado nas figuras dos "ídolos" que foram construídos. Mas calma, amigos: o skate possui toda sua vivência particular, e isso não acabará. Este universo continuará sempre transgressor, questionador, priorizando a diversão em vez da competição. No entanto, essas experiências não devem excluir um outro lado da prática, a sua visibilidade, a competitividade, a formação de "campeões" e vedetes. Isso também é importante, pois a geração que começou influenciada pelo Street League será aquela que se transformará e vivenciará aquilo que o skate tem de mais agradável. É preciso paciência com a molecada e atenção para esses tipos de ações - como a Nike SB Rota Panamericana -, pois através das mesmas é possível fomentar o skate como um todo. Afinal, formam-se novos skatistas e dá-se visibilidade ao skate nas cidades. Eis, portanto, uma nova era no skate, a era do espetáculo. E que possamos conviver e aproveitar o que ela traz de melhor. Sem, obviamente, questionar os seus rumos.


_ por Giancarlo Machado


URB Trade Show apresenta sua terceira edição

A URB Trade Show, primeira feira nacional de negócios e plataforma criativa de marketing e comunicação criada para inspirar, aquecer e conectar os mercados de skate, streetwear e sneakers no Brasil, apresenta sua terceira edição. A feira acontece no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, entre os dias 15 e 16 de outubro, das 9h às 19h.



A URB dobra seu tamanho nesta edição, apostando em um local de 6.000m², inaugurado em agosto passado. Além de favorecer um espaço maior para as marcas, a feira contará com uma área de lazer com praça de alimentação, ativação de skate com obstáculos por conta da marca de skates Kronik, lounge com exposição de fotos de Flexfit, ‘Live painting’ de graffiti em parceria com a marca de sprays Montana; além de DJ sets da Red Bull.

segunda-feira, agosto 18, 2014

Livro - De "carrinho" pela cidade: a prática do skate em São Paulo

A prática do skate proliferou-se por todo o país, ganhou visibilidade e espaço na mídia, foi cooptada por inúmeras ações publicitárias, passou a ser menos uma brincadeira, mas um esporte competitivo com vedetes consagradas. Embora o espetáculo criado em torno da mesma, o skate não deixou a sua alcunha "marginal", seu lado transgressor através do qual skatistas são taxados de "vândalos".


Para analisar os múltiplos sentidos atribuídos ao skate, o antropólogo Giancarlo Machado lançou seu livro intitulado De "carrinho" pela cidade: a prática do skate em São Paulo (Editora Intermeios, com apoio FAPESP). Produzido com base em sua dissertação de mestrado em Antropologia Social (defendida na USP em 2011), o livro resulta de uma pesquisa etnográfica desenvolvida em São Paulo, cidade onde o autor investigou certas políticas públicas, as apropriações de equipamentos urbanos, a produção de imagens e as formas de sociabilidade e conflitos entre os praticantes do skate.


O livro é destinado a estudantes e pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento interessados em temáticas que analisem práticas esportivas no meio urbano. E também é recomendado àqueles que querem descobrir a cidade através do olhar do skatista, e como eles atribuem significados inesperados as ruas para além de seus usos oficiais.


Sobre o autor

Giancarlo Machado é mestre e doutorando em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). É pesquisador vinculado ao Núcleo de Antropologia Urbana (NAU/USP) e ao Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre Futebol e Modalidades Lúdicas (Ludens/USP). Além de sua atuação acadêmica, já colaborou com várias revistas especializadas em skate, como Tribo Skate, CemporcentoSkate e SKT.

Informações

De "carrinho" pela cidade: a prática do skate em São Paulo
Autor: Giancarlo Machado
Editora Intermeios
Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)
232 páginas

Para adquirir o livro, clique aqui.


quinta-feira, outubro 24, 2013

Felipe Foguinho na Nike SB

Reconhecido pelo estilo de skate explosivo, Felipe Caltabiano, o Foguinho, é o mais novo integrante do time da Nike SB. O skatista se junta a Luan Oliveira, Cezar Gordo, Rodrigo Gerdal, Fábio Cristiano e Yuri Facchini, formando uma equipe de skate que representa muito bem o  Brasil.

Com apenas 19 anos e apresentando uma evolução constante, Foguinho se mudou recentemente da sua cidade natal, Guaratinguetá (SP), para morar em Florianópolis (SC). Ele já sente a diferença na passagem de amador para profissional, e se diz muito orgulhoso com a nova fase na carreira. “Estou muito feliz em entrar para o time da Nike SB! Uma marca reconhecida mundialmente e que possui uma das melhores equipes de skate do mundo. Tenho confiança de que vou fazer um bom trabalho e espero abrir as portas para outros skatistas. Tenho viajado bastante, o que não acontecia antes. Essa bagagem está me ajudando a ter mais segurança”.



Luan Oliveira elogiou a entrada de Foguinho na equipe. “Sempre que vejo seus vídeos me surpreendo com o alto nível, sem falar no seu estilo. Todas as manobras saem muito bonitas, principalmente o ‘Frontslide Ollie’”.

Filho de Denise e Geraldo “Fogão”, Felipe herdou o apelido do pai, figura conhecida em Guaratinguetá. Fã de heavy metal e torcedor do Corinthians, o jovem despertou o interesse pelo skate em 2005. Ao voltar para casa depois de surfar em Ubatuba, ele decidiu que seu destino era mesmo andar de skate, e não sossegou até seu pai comprar um para ele. Desde então, descobriu que nunca mais queria descer do carrinho.


Inspiração e manobras

Com leve preferência por ‘Bowls’, Felipe encara ‘Half Pipes’ e Picos de Rua,  e se define como skatista ‘overall’, ou seja, quem anda em todas as modalidades do skate com a mesma atitude e naturalidade. Suas manobras preferidas são o ‘Frontslide Ollie’ e o ‘Grind de Front’.

“Neste momento preciso evoluir no ‘street’, sair pra andar na rua e aprender novas manobras. Tenho certeza que vai ajudar a elevar meu nível”.

Sobre quem o inspirou, Foguinho não tem dúvidas: “O Gui Barbosa, irmão do Leo Kakinho. Devo tudo a ele. O cara é referência e me ensinou absolutamente tudo. Hoje, o Grant Taylor é o skatista que mais me inspira”, concluiu.

Mais informações: http://gonike.me/foguinho

_divulgação Nike SB

quarta-feira, outubro 23, 2013

Mortal (skate) Kombat

Hoje é dia 31 de outubro, data em que se comemora o tal do Halloween (ou dia das bruxas, como queira!). Está certo que isso tem mais a ver com a cultura norte-americana do que com a nossa, no entanto, acho legal postar a mais nova produção do The Berrics.


O pessoal do The Berrics sempre surpreende quando o quesito é vídeos criativos. E para celebrar a data de hoje não foi diferente. Num dia marcado pelo uso de fantasias, foi divulgado um vídeo que é uma adaptação do jogo Mortal Kombat para skate.


Scorpion e Sub-Zero - ou melhor, Ronnie Creager e Kevin Romar - travam uma difícil luta em cima do skate. O game of skate é o mediador dessa disputa acirrada. 

Quem será que levou a melhor? Assista e comprove!

Imagens via The Berrics

Por: Giancarlo Machado

segunda-feira, outubro 21, 2013

Síndrome de skate

Sabe aquele momento em que você está na escola ou no trabalho e a única coisa que passa na sua cabeça é andar de skate? Pois bem, todo skatista que se preze já vivenciou situações parecidas. As horas se passam, ficamos aflitos, e imagens dos rolês cotidianos começam a surgir em nossa mente. Uma verdadeira síndrome de skate!

Pautado numa ideia parecida, Nick Genova em parceria com Paul Liliani e Jeff Comber criaram o vídeo Daydream, que retrata a ansiedade de um jovem trabalhador para sair de sua cansativa rotina e ir andar de skate o quanto antes.


A ideia é bem criativa, e o vídeo foi vencedor da competição Connect the Dots, promovida pela revista King Shit Mag. Vale a pena apreciar!

Imagens via King Shit

Por: Giancarlo Machado

domingo, outubro 20, 2013

Um pouco de Louie Lopez

Apenas mais um garoto com nível técnico de dar inveja. Isso já virou algo de praxe no meio do skate. Resolvi buscar algumas partes de Louie Lopez, aquele cabeludo que se destacou a partir dos vídeos da Flip Skateboards.

Nunca prestei a devida atenção em seu rolê. Resolvi fazer o contrário, e parei para buscar alguns vídeos do garoto. Entre tantas coisas disponíveis no Youtube, achei muito legal a parte de Lopez no vídeo Disorganized Fun.


Em poucos minutos é possível ver todo tipo de manobra em qualquer terreno. Seja gap, escada, corrimão ou transição, Louie Lopez demonstra ser tanto agressivo quanto estiloso, apresentando um skate de alto nível.


Vale a pena conferir o vídeo acima.

Por: Giancarlo Machado

sábado, outubro 19, 2013

Liberdade para os pés

A Freedom Fog, ao lado da Qix Skateboards, dominou grande parte do mercado brasileiro de tênis para skate até meados da década passada. Em épocas onde não era tão fácil encontrar produtos gringos, essas marcas eram muito divulgadas e vendidas em nosso país. 

Hoje em dia elas continuam na ativa, porém, lutando contra a "invasão" de marcas gringas. A Freedom Fog sempre foi respeitada, e muitos de seus produtos também circulam no imaginário dos skatistas.


Entre tantos lançamentos, um deles é o model elect, lançado no começo dos anos 2000. Ao contrário dos atuais modelos, tal tênis apresenta um design típico daquela época, focando sobretudo a resistência. Tive um modelo deste tênis da Freedom Fog, o qual considero marcante em minha vida. E vocês, também já tiveram?

Por: Giancarlo Machado

sexta-feira, outubro 18, 2013

O model do moleque

Os novos grandes talentos do skate estão cada vez mais precoces. Chega a ser inacreditável o nível técnico de certos moleques, verdadeiras crianças, que quando sobem em cima do "carrinho" conseguem deixar consagrados profissionais para trás.


Um bom exemplo é Tom Schaar. Eu nunca tinha ouvido falar nesse garoto, até que ele aparece na mídia sendo exaltado por uma grande proeza: a execução perfeita de um 1080°, manobra inédita no skate. Com isso ele praticamente enterrou os méritos daqueles verticaleiros que se gabavam por fazer um 900º (que atualmente, virou uma manobra "qualquer").


Tom Schaar tem apenas 12 anos de idade, mas já provou que será (ou melhor, já é) um dos grandes nomes do skate. Por conta disso, ele atraiu a atenção de inúmeras marcas, que não querem perder tempo para promovê-lo. A Element Skateboards é o maior exemplo: recentemente a marca lançou o pro-model de Schaar, certamente o primeiro de muitos.

Imagens via Element e Espn

Por: Giancarlo Machado

quinta-feira, outubro 17, 2013

O massacre do bowl

Pedro Barros é um dos meus skatistas prediletos. Diferente de outros verticaleiros, esse garoto não fica preso somente ao half pipe. Pelo contrário, ele se aventura a dominar vários outros tipos de terrenos, desde os picos de rua até a Mega Rampa.


Mas é no bowl e no banks onde ele se sente mais à vontade. Afinal, com uma pista no quintal de casa, isso já era de se esperar. Nas transições Pedro Barros consegue prender o olhar de qualquer um, através de suas linhas fluidas, constantes e estilosas.


Essas qualidades já lhe proporcionou grandes conquistas, como mais uma edição do Vans Bowl-A-Rama, realizado recentemente. Veja o vídeo acima e confira a vitória massacrante de Pedro Barros. Não tem para ninguém!


Por: Giancarlo Machado

terça-feira, outubro 15, 2013

Entre trancos e barrancos

Milton Martinez, aquele argentino insano, novamente é pautado aqui no blog. E desta vez, como de praxe, ele prova que domina não só as transições inclinadas, mas também, aqueles gaps perigosos.


Depois de um b/s ollie numa escada de 22 degraus, fato que deixou muitos de boca aberta tamanha coragem, Martinez nos presenteou com um ollie passando um despenco assustador. Incrível a proeza desse skatista, que está deixando muitos daqueles skatepunks agressivos para trás.

Veja o vídeo abaixo, publicado no site da revista Thrasher Magazine. Haja perna para aguentar o tranco!


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Imagens via Thrasher Magazine

Por: Giancarlo Machado

Skate no Vietnã

O que você sabe sobre o Vietnã? Que é um país asiático nos limites da China, Tailândia e Camboja? Que o território se envolveu numa guerra há algumas décadas atrás? Ou nada disso? É, o Vietnã pode ser exótico para muitos, mas uma coisa é certa: lá também há "skate".

Tempos atrás estava escrevendo a minha seção "Coruja", para a revista CemporcentoSkate. Durante a pesquisa da pauta, encontrei inúmeros locais onde nunca imaginaria que o skate estivesse presente. E o Vietnã é um deles.


Algo que achei bem interessante foi a matéria feita pela Revista Skateboarder, a qual fez a cobertura de uma tour para aquele distante país. É incrível a quantidade de picos encontrados lá. No Youtube também é possível ver alguns vídeos de skatistas vietnamitas, que apesar de um nível técnico não tão alto, conseguem explorar bem os picos do território.


Vale a pena assistir esse vídeo acima, feita por uma skateshop do Vietnã, e conhecer um pouco mais do skate por lá!


Por: Giancarlo Machado

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